Hoje dei uma passada na Bienal do Livro de São Paulo de 2014 para ver os lançamentos, promoções e ver como evoluiu o mercado editorial desde a última edição do evento.

Chegando à 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Cheguei acompanhado da minha esposa as 10h40, já haviam muitas pessoas na entrada, mas nada comparado quando se chega no horário da tarde. Logo que chegamos fomos direcionados à fila para compra de ingressos que, estranhamente, já estava a passos acelerados. Pensamos que como era “cedo” chegaríamos logo para comprar e entraríamos tranquilamente.

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Nos primeiros 5 minutos de caminhada, já estávamos dentro de um zigue-zague interminável, logo fomos direcionados a um galpão – decidindo se estávamos sendo direcionados como hamsters em intermináveis corredores ou como uma boiada em direção ao abatedouro -, dentro deste, mais corredores em zigue-zague com funcionários gritando ao megafone pedindo que nos apressassem.

Acho que nunca – em nenhuma das edições anteriores – senti tamanho desrespeito da organização em relação aos visitantes. Ficamos imaginando como as pessoas com dificuldade de locomoção, idosos e crianças estavam se saindo em relação à “romaria” para chegar às bilheterias. Demoramos por volta de 20 minutos para finalmente comprar os ingressos.

A compra dos ingressos não havia muito segredo, foi rápido e prático – ao menos um ponto positivo.

Por dentro da Bienal

Assim, como todas as edições anteriores, milhares de pessoas circulavam entre os estandes abarrotados de lançamentos e promoções. Pra mim, a Bienal foi perdendo a magia nas últimas edições, não sei se por causa do stress na entrada ou devido a superlotação do evento.

Mas mesmo assim, acho que a Bienal ainda cumpre o seu papel em aproximar o público dos livros e de seus autores. Com a forte presença das distribuidoras de livros, há publicações boas – e outras de conteúdo duvidoso – com valores de R$ 1,00 a R$ 10,00.

Este ano, pra mim o grande destaque foi a presença da Amazon.com – em sua primeira participação na Bienal e no meio da guerra iniciada com os livreiros desde que começou a vender livros físicos – que chegou de forma agressiva vendendo um modelo de Kindle ainda inédito, com R$ 100,00 de desconto e com parcelamento em até 12 vezes. Com isso acabei comprando um para mim (review em breve).

O Submarino também marcou presença no evento com uma temática sustentável, onde o seu estande foi inteiramente construído em MDF de Pinus, com algumas bikes cujas pedaladas alimentavam uma TV que exibia trailers de filmes baseados em livros. Além disso, também disponibilizou laptops e tablets (para navegar exclusivamente no Submarino.com). Havia também um wi-fi exclusivo para os visitante que, infelizmente, comigo não funcionou.

Finalizando sobre a estrutura da Bienal, um outro ponto negativo é a falta de infraestrutura para wi-fi e até mesmo para o sinal de celular – tudo bem que neste último caso é um problema do local e da operadora, mas não da Bienal em si.

O app

A entrar no site, me deparei com o anúncio do app da Bienal, disponível para iOS e Android. Fiz a instalação e voilá, fomos para o evento. Porém, achei que o app ainda há algumas falhas em usabilidade (não conseguia marcar os estandes como favoritos ou fazer check-in) e no desenvolvimento. Minha impressão foi que o app simplesmente abre outros sites, não houve uma integração propriamente dita.

Mas o pecado principal foi que o mapa do evento não tinha a indicação do nome das ruas (A, B, C, D, E…).

Encerrando

Não vi muita novidade para as minhas áreas de interesse – como design, por exemplo -, pois se tratando de livros de programação/tecnologia tenho preferido comprar as versões digitais.

E pensando nas próximas edições, não sei se iria para enfrentar toda essa odisséia. Já que boa parte das minhas aquisições de livro tem sido pelo formato digital.

Fotos do evento

Algumas fotos que tirei no evento. Não ficaram muito boas e não são muitas, mas estão aí.